terça-feira, 30 de setembro de 2008

Crise Financeira? E a crise dos Portugueses?


Tradução: Não é que as pessoas pobres com mau crédito não têm dinheiro para comprar uma casa. Quem diria?





Parece incrível o que está a acontecer na banca americana e um pouco por toda a banca mundial.

Sou liberal e adepto da economia de mercado e, penso que desta vez ela também deve ser deixada a funcionar. Estamos a falar dos Estados Unidos onde o Estado nunca actua no mercado, deixa-o funcionar e recolhe dele os seus dividendos. Estamos a falar de um sector onde os senhores de Wall Street com um simples sussurro ganham milhões. Estamos a falar de um país onde é permitido a toda a gente ter a habilidade para ter êxito e também é permitido ter a habilidade para fracassar. Não sabia é que fracassar está limitado ao sector financeiro, aos senhores de Wall Street. Os mesmos que de certeza já deixaram cair milhares de empresas e desta forma deixaram cair milhares de empregos porque a sua religião, e bem, é o lucro.

Mas quero essencialmente falar de Portugal. Do nosso governo, este e todos os anteriores dos chamados da economia de mercado ou economia liberal, que sempre deixaram o sector financeiro actuar a seu bel prazer. São as offshores, são o não pagamento de impostos, são os benefícios fiscais (que de beneficios são só para os bancos), etc, etc. Recordo-me de ainda bem recentemente a banca portuguesa anunciar lucros de mais de 100 milhões de euros ao trimestre. Lucros esses na sua grande maioria são dos empréstimos para a Habitação pessoal, onde até existiam bancos que nos ofereciam um cheque para comprar a mobilia só para passar o empréstimo para a sua instituição.
Não nos podemos esquecer que estes bancos enriqueceram com empréstimos altissimos aos cidadãos e ao próprio estado. Hoje, se qualquer empresário necessita de um empréstimo para um projecto de internacionalização ou para um simples investimento, a banca envia como resposta um NÃO, porque, dizem eles a época não está para empréstimos, não existem mais recursos com tanto empréstimo para tudo e para nada. Ele é a casa, ele é mais um Shopping, ele é mais um aeroporto, ele é mais um avião, etc, etc.

E o que devemos de pensar de um governo, nomeadamente dos governos PS que realizam obras pendurados nos empréstimos bancários por si consumidos ou consumidos por empresas particulares na realização de obras a que o estado chama de "investimento privado", tal como o caso das SCUT's. Estes recursos não são infinitos. Mas se o estado consome estes recursos, o que sobra para as empresas privadas? Onde poderão elas recorrer a fundos financeiros para apoiar as suas exportações, criar novas unidade fabris, internacionalizar as suas empresas?

Coitado deste povo, que vê um governo preocupado com o que se passa nas empresas privadas, como é o caso da banca e não se preocupa com as centenas de milhares de famílias que estão a entrar em bancarrota, muitas delas, devido ao facilitismo concedido por essa mesma banca.

Acorda PORTUGAL.

Está na hora de aceitar pelo menos por uma vez o conselho do nosso primeiro-ministro. Está na hora da MUDANÇA. Temos que correr com estes burocratas despesistas do dinheiro alheio. Acusam eles de o Major em Gondomar oferecer varinhas mágicas com o dinheiro dele e o nosso primeiro-ministra anda a oferecer computadores a quem não precisa com o dinheiro de nós todos. Sim, alguém terá que pagar a factura e no final será sempre do bolso dos portugueses.

Tal como diz o Obama. WE CAN

Viva Portugal

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